segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ah, eu sinto muito blues...

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Escrevendo em um estilo desmascarado por poetas
Procurando onde não posso encontrar
Palavras que sozinho não vou mais conseguir
Carnavais sem fim que me fizeram deixar e seguir.

Escrevendo certo num papel errado,
Não soube se poderia me salvar
E eu não consegui.

Você salvou.

Usei tudo que quis,
Eletrizei, me tornei feliz...
Eu sei, eu esqueci e transformei minha natureza... Em vida.

Comi versos, engoli parágrafos.
Palavras dentro de mim deixaram-me vazio
O ponto final não existiu, interrogações surgiram à mil...
Pensei e errei. Escondi e falhei. Encontrei nada e chorei.

Mostrando o que eu me tornei
Irreconhecível ficou, beleza jamais existiu
O corte profundo estava exposto, coisa forte que me feriu.

Quem sabe me tornei adulto
Quem sabe me tornei um velho
Entrei no mundo, mal soube como sair... Nem sei mais de nada.

E nesse não-saber
Avistei você, encontrei a vida.
Renasci.

Igor Gonçalves

segunda-feira, 20 de junho de 2011

20 de junho

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Percebi que sou nada. Incapaz. Mente fechada. Pensamento em outro lugar. Erros. Lógica. Medo. Desconhecimento.

Eu percebi que não sei nada e isso me assustou...

domingo, 19 de junho de 2011

Limiar de 18 de março

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Ergui-me perante um céu de diamantes
Pousando de leve, uma libélula chamou-me atenção.
Esperei, olhei bem. Ela se foi.
Ficou uma mulher, batidas aceleradas ao coração.

À noite tudo ficou claro, era um novo dia.
Não me senti como um tolo que fica preso ao céu escuro,
Porém ao olhar para você, pude enxergar o que eu jamais consegui entender.

Eu chamo você e seu magnetismo gruda-me ao seu corpo
Seus lábios colidem aos meus
Como galáxias que se chocam e criam uma luz imensa,
E nesse processo eu conheço o amor, produzo-o.

Hoje da bagunça que era minha vida
Você organizou meu mundo, governou meu sistema,
Inundou o rio que até então estava seco,
Diminuiu o grito que jamais consegui espremê-lo.

Nas páginas do livro em que busquei tal sentimento
Devorando as folhas, que eram mais de mil.
Não encontrei nem em um parágrafo, vírgula, momento
Maneira para tamanha felicidade que só a partir desse dia eu pude enfim sentir...

Quando caímos,
Tentamos andar com os pés juntos pelo medo de tropeçar.
Eu que tanto cuidado tomei, não cai... Mas você colidiu comigo.
E apaixonei-me.

Igor Gonçalves

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Romance estava em apuros

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Nem mesmo a dor é equivalente
O tempo fez questão de varrer toda aquela solidão
Fez-me deixar de ser errante, de buscar repostas em minha mente
Trazendo-me o romance e uma história de paixão.

E a presença dela é que me causa alegria
Seus passos são como compassos musicais
E eu escrevo em meus diários fechados
Que ela é a única coisa que eu jamais perderia.

Seus lábios colidem aos meus como serenatas apaixonadas
E ela é o verão que como uma onda varreu minha tristeza
A chuva que clareou meu céu
O arco-íris de uma estupenda certeza.

Eu amo ela!

O romance às vezes encontra-se em apuros
E foi-me incumbido de desvendar seu paradeiro
Por muitas vezes no vazio e no escuro permiti-me sussurros
De lamentações por jamais ter desvendado o enigma inteiro.

Eu realmente, simplesmente a quero!
Como os seres necessitam de ar
Como os peixes precisam do mar!

Dentro do coração dela descobri o paradeiro do Romance,
Ele estava à minha espera
E eu encontrei...
Foi aí que te amei!

Igor Gonçalves


terça-feira, 24 de maio de 2011

Grandes Expectativas

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Sou um retrato mal feito da dor
Um farol queimado, talvez sem cor.
Sinto você pulsar, seu coração amar.
Há muito tempo eu aprendi que dor serve para nos testar.

Um rio caudaloso enegrece minha alma
O ar gentil desvenda a honestidade do seu amor
Tão linda corre pelas beiradas do rio e aparece
Seu corpo quente, seu beijo apaixonado me emudece.

A calmaria de um Sol resplandecente
Combina como uma simples mágica a noite enluarada
Tracejando o rio, vento e estrelas cadentes...
No ímpeto de uma alma apaixonada.

Talvez eu não saiba, mas você acertou.
Um golpe perfeito em meu coração que destoou
O tom da música triste que ouvi a vida inteira
Pausada por você.

O barulho de uma metrópole à calmaria dos seus abraços
Afortuna minha alma
Enriquece o que bate em meu peito
Desfaz o nó na garganta que travavam nos dentes a palavra: amor

Como um pássaro negro na calada da noite
Tive a história dos meus dias narradas em antítese 
Meu coração opunha-se ao que havia no peito
Minha solidão era um copo vazio e cheio.

Do seu andar surge a canção da alma
O som é tudo aquilo que me resguarda
A banda que toca é aquela em fuga
Simples, bonita e agradável a quem escuta.

 Igor Gonçalves

sábado, 30 de abril de 2011

Outra Dimensão

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Se me foi impedido a força, por que hei de lutar?
Sussurrando à penumbra estilhaço-me no fundo da alma
Correndo assustado e espreitando os dilemas da vida
Sucumbo no refugio inexistente da calma.

Fujo na culpa ardente de não ter feito nada
Enquanto espero o pensamento brotar
Constante dúvida que por mim insiste pairar
Laqueando a vitima de um crime perfeito de morte matada.

Tanta coisa, tão depressa
As vasilhas e as tigelas
Espalhavam-se com meu sangue pelo chão.

E é tão grande a linha da calma que se desfaz
Deixando-me nublado até demais
Por que quando perde a hora
Tanta coisa me enevoa?

O mundo malmequer
E quanto mais eu penso, menos compreendo.
Inexisto no dissabor de uma passagem qualquer
Em mim mando e desmando a essência humana de puro tormento.


Ó espelho embaciado que me refletes
Como podes retratar-me de forma tão perfeita?
Lá posso enxergar em meus olhos, o queimar da ideia mágica...

Minhas palavras são filigranas
Na falta de claridade abro as venezianas
Contudo, ninguém conseguiu perceber
Que a questão é interna, não consigo resolver.

Igor Gonçalves

domingo, 10 de abril de 2011

Tesouros de um amor que sempre esperei chegar

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Fechei o guarda chuva
Pois a tempestade parou de cair
Assim consegui plantar no jardim um rosa
E te mostrei os espinhos que um dia conseguiram me ferir.

E eu confesso que só me resta
Viajar pelo universo criado por você, em mi maior.
E lá já passado o passado
Sentimento que cresce, não tem como ser menor.

Faltou ar,
Atordoado de amor eu fiquei.
Nem sei o que na hora pensei
Já sei
É a menina que eu sempre quis e amarei.

Ai meu amor, minha alma...
Você pode cuidar do meu coração
E vê-lo através da minha falsa calma...
Diz que sim, não aceito ‘não’.

Se o mundo pudesse ver tudo que você me deu
Eu mandava colocar num quadro, numa prateleira... Um troféu.
Melhor forma não há para guardar um amor
A não ser deixando-o em meu coração.

E esse mesmo que chegou
Fazendo terremoto, agitando tudo como um tufão no Japão.
Foi assim, eu me apaixonei...
Nem esperei
Apenas deixei você se aproximar.

Me dá pena do que eu passei
Chorei bebendo chá em tardes solitárias
E o saldo final de tudo isso foi negativo
Sendo fato decisivo em minhas histórias...

Aquelas mesmas que você desvendou
Traduzindo o verde dos meus olhos
Em mil páginas de um livro que você pegou
Resolveu e mudou a história com um final feliz.

Então fica... Que eu vou te fazer carinho.
Deixar você se aproximar de mansinho
Descansando em meu peito
E como eu te valorizo
Eu deixo você se acomodar, você me beijar...

Presto atenção
Espero entender
Os traços da sua face escondiam segredos
Fragmentados a nada quando te encho de beijos.

Passado o passado
Não importa o que nos aguarda
Vou manter meus olhos em você
Gosto de enxergar a vida florida de amor, com você.

Os espinhos das rosas do jardim que plantei
Foram curados pelo beijo que ganhei
Poder tão forte, que me fez ir embora
Do local onde instalei a tristeza e perdi a hora
Para viver em brancas nuvens... Então eu percebi
Que estava apaixonado
Perdido em amor absoluto
Pela mulher que conheci.

Esse seu perfume suave
Trouxe de volta um sonho perfeito
Então acordo, olho pela janela
E recito um ‘Eu sei que vou te amar’.

Ai, como amo meu amor.

Igor Gonçalves