sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estou translúcido


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Poderia apagar fogo que me foi ateado
Uma chama de amor que queima sem ferir
Que arde sem sentir e explora-me o prazer do sorrir
Em uma lira tocante de um verso mal trabalhado.

Caído em um mar de lírios voraz
Esbanjo-me em um delírio contumaz
De insistir em saber como você foi capaz
Em fazer-me melhor com tamanha beleza.

Essas flechas que antes lançadas ao mais puro veneno
Hoje me acertam com delicadas espetadas certeiras
Na alma apaixonada presente em meu mundo pequeno
Que se tornam galáxias unidas com suas lindas palavras derradeiras.

Nem todos conseguem dormir em uma madrugada chuvosa
Ora por palavras que incendeiam meu falar
Ora pela saudade interminável da mulher mais carinhosa
Que é minha. Repito: Apenas minha. Falo mesmo, sem titubear.

Quando a noite vira dia e eu poderia estar dormindo
Perco-me em palavras que cadências luzes aparecem explodindo
Em um poema mal feito, de palavras mal elaboradas,
Que nem mesmo sei dizer... Coisas que falo somente para você.

Mergulhado nesse oceano de amor
Onde os peixes sincronizam os movimentos de vai-e-vem
E eu me afundo sem medo de afogar-me nessas águas de puro ardor
Espelhando na minha alma essa aparência que apenas os apaixonados têm.

O que mais quero é ver-te
Em qualquer lugar ter-te
Sempre amar-te
No sentimento extenso mais-que-perfeito que jamais pudera sentir.

Igor Gonçalves

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Futuro

Meu futuro e a única certeza é você.



Basta eu escrever a história, cujas palavras andam desalinhadas em minha desastrosa mente. A caneta já está na mão, o incentivo no coração e o sonho de conquistar isso, na mais alta plenitude da vontade humana.



 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O romance está nos versos, nas palavras e nos beijos


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Eu quero te dizer que esse amor é um dos meus maiores patrimônios
Desde quando você apareceu e exibiu esse lindo sorriso para mim
Fugiu do controle todos os meus desejos, exorcizou imediatamente meus demônios
Com um breve beijo que golpeou uma tristeza negra vermelha carmim.

Sugiro encontrar no mundo criado por nós, um romance bem-me-quer
Explanando as situações, protegendo-me de todo mal.
Quero andar pelas avenidas congestionadas e achar tudo normal
Simples até, seu amor é o que me fez um ser real.

Uma mentira mal contada
Um coração nunca seria feito a mão
Jatos de sangue regavam minhas batidas cardiacas...
Não! Meu coração é regado por você.

Calo a voz daqueles que não acreditam no romance eterno
Pois são tolos que jamais conheceram alguém como eu
Calo a mim mesmo, não preciso ‘ver’ o que está perto
Alegrar-me-ia eternamente beijando seus lábios sempre meus.

O mundo é frio
Mas eu sigo extraindo do seu peito o calor que preciso
E no interno de uma bela canção,
Tatuo uma gigantesca felicidade estampada na minha testa.

Minhas palavras jamais serão as mesmas, de fato.
Vivo um romance tão lindo que nem sei como descrevê-lo.
Enfim, eu te amo Mônica.

Igor Gonçalves

domingo, 6 de novembro de 2011

09:36

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Minha mente é um território sem governo
Sem equilíbrio, tranquilidade e sossego.
Minha vida foi tomada pelo Medo
Encurralou-me em uma jaula e aumentou meu desespero.

Eu tive vontade de gritar
Mas como ato de defesa me calei.
Eu pensei em correr para me socorrer
No entanto, fragilizei-me no chão e chorei.

A mente não quer funcionar
E as questões mais banais perdem-se na sua bagunça
É estranho e até nojento pensar
Que por muitas vezes tudo o que eu quero é me calar.

Tenho medo de ter medo
Queria apenas encontrar a normalidade
Perdi o meu amor e minhas amizades
A minha vida e minha força de vontade.

As minhas falhas não são entendidas
O medo ri da minha cara
Eu choro.

Choro muito porque não consigo entender.
Sou normal, tenho tudo e muita coisa para viver.
Eu quero a cura, mas a ajuda não chega...

Enquanto isso ocorre, eu vejo tudo se desmoronar...
O castelo do amor está ruindo
E eu não consigo parar de chorar
Tampouco sei o modo como deveria estar agindo.

Estou com saudades dela
Eu sou um completo perdedor
O medo me arrebatou de tal forma
Que foi capaz de destruir meu amor.

Ela chorou
Suas lágrimas queimaram meu coração
E o medo riu da situação
Zombou de mim, avisou que eu iria perdê-la.

Eu penso que sei como reagir
Sou enganado duramente
Não sei o que há comigo, preciso descobrir...
Isso já me feriu... Gravemente.

Igor Gonçalves

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor Insone

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Estarreço-me de surpresa ao vê-la
E por mais que eu pareça um tolo insensato
Morro de saudades do beijinho calminho dela,
Da sua braveza repentina e do seu toque perfumado.

Ela ri, suspira, soluça e chora
Morre de amor
E revive todos os dias na beleza infinita de uma aurora.
É a mulher do meu amor, é a felicidade e o calor.

Assim brilha o raio de uma noite sem dia
Que corre livremente por mim em uma corrente elétrica
Anima todos os meus sentidos, leva-me à calmaria...
Dissipa minha escuridão, deixa-me aceso como um banho de água fria.

Falo e escrevo em um estilo de poetas que não existe
Porque para escrever, é necessário ser triste.
Mesmo que por muitas vezes eu venha aqui falar,
Jamais farei obras perfeitas que apenas a tristeza poderia proporcionar.

Contudo, não há forma melhor de se viver
E nas estâncias do amor eu posso muito bem reconhecer
Que amá-la é a melhor escolha que pude fazer, tanto é que hoje lhe digo:
‘Eu não vivo sem você. ’

Igor Gonçalves

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dar-te-ei


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Não te darei flores, não te darei, elas murcham, elas morrem.
Não te darei presentes, não te darei, pois envelhecem e se desbotam.
Não te darei bombons, não te darei, eles acabam, eles derretem.
Não te darei festas, não te darei, elas terminam, elas choram, elas se vão.
Dar-te-ei finalmente os beijos meus
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
Esses embalam... esses secam... mas esses ficam.
Não te darei bichinhos, não te darei, pois eles querem, eles comem.
Não te darei papéis, não te darei, esses rasgam, esses borram.
Não te darei discos, não, eles repetem, eles arranham.
Não te darei casacos, não te darei, nem essas coisas que te resguardam e que se vão.
Dar-te-ei a mim mesmo agora
E serei mais que alguém que vai correndo pro fim
Esse morre... envelhece... acaba e chora... ama e quer... desespera... esse vai... mas esse volta.

Marcelo Jeneci

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não merece um nome


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Há uma voz de mulher suja que não sai da minha cabeça
Já tentei dar socos e pontapés
Bloqueei todas as entradas do meu coração raivoso,
Mas caí novamente no velho choro silencioso.

Palavras ecoam quebrando todas as vidraças da mente
E os estilhaços deixam-me querendo explodir.
Procurei morrer um pouquinho na caverna solitária e contente,
Porém no fim, enxerguei-me mergulhado em uma raiva que não sei como expelir.

Sob o manto da escuridão há uma canção sem notas musicais
Que toca repetidamente e não quero mais ouvi-la.
Eles agem como romanos fazedores de cruzes
Humilham com palavras pesadas e se compensam pela falta de luzes.

De todas as besteiras que um dia foram ditas.
Varreu-se em meu âmago a mais sincera sensação de desconforto
Que espremeu todo meu estômago em dores propriamente nunca sentidas.

Não me estenderei
E sei que a raiva irá fugir para outro lugar.
Não lhe crucificarei,
Pois no fundo tenho dó da falta de amor que sua vida nunca soube lhe dar.

E talvez algum dia,
Você poderá alguma hora se arrepender,
Mas os traumas causados por suas atitudes
Serão sentidos e sofridos futuramente, apenas por você.

Enquanto isso, o único que ouvirei sou eu...
E você?
Fingirei que morreu.

Igor Gonçalves