sábado, 5 de setembro de 2009

Tempo Absurdo

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Não sei te amar pela metade
Nem muito pouco
Nem muito mais.

A razão diz para esquecer.
Mas o coração diz que te ama.
E no meu silêncio eu sofro
Enquanto meu coração te chama.

Grite mais alto coração!
Grite até explodir!
Quero que ela ouça,
O quando me doeu vê-la partir.

Eu nunca mais te procurei.
Nunca mais ouvi sua voz.
Ás vezes me pego pensando em nós
E ainda me lembro do quanto eu te amei.
Do quanto eu fui feliz
E do quanto eu chorei.
Eu me vi sentando numa estrada
E estava sozinho e abandonado
Não havia ninguém
Apenas a tristeza que estava ao meu lado.

Ninguém sabe
O que sua falta me causou.
O seu silencio me matou
De um jeito doloroso e sofrido
Me vi tão só por você ter me esquecido.

A alegria deixou de ser
O que era antes
E se transformou na dor de hoje
E no lamento de amanhã.

Ai, eu quero esquecer,
Eu quero esquecer
Quem eu sou.
Não vale a pena ser
O homem de hoje.
Quero voltar a me sentir bem
Mas eu a quero também.


E quando você for embora?
O que será de mim?
Será o fim?
Oh meu Deus!
Por que tudo teve de ser assim?

As palavras
São insuficientes e fracas
Mas o seu silencio
Perfura meu coração como se fossem mil facas.

Esses versos são sinceros
Mas um dia eu morrerei
E você também.
Não quero passar a vida lamentando
A falta que você me causou
A dor que você me custou.
Às vezes durante a noite,
Sua imagem me persegue.
Seu lindo rosto sorri para mim
E por um momento,
Tenho a sensação de ter você ao meu lado.
Mas de repente a realidade vem à tona,
E venho a perceber que apenas sonho acordado.

Na esperança de amar você,
Eu me esqueci completamente do que sou.
Já nem sei mais o quero construir,
Se todos os tijolos foram quebrados.
Se tudo está em mil pedaços.
O reino que construí ainda está em chamas,
O amor se enfureceu, a chama do amor foi ao seu máximo.
Incendiou todo meu corpo com dor e desamor.
Aconteceu o oposto. Está chama queima meu peito
E eu sei que você é capaz de apagar o incêndio, é verdade.
Só você pode estancar essa dor e me libertar dessa infelicidade.

Não sei que destino me pertence.
Os pensamentos fluem tão rapidamente
As idéias surgem de repente
Mas acabam se misturando
Quando sua imagem aparece na minha frente
E numa ilusão eu vejo o que você costumava ser
Mas de repente tudo fica escuro
E o que você se tornou vem me dizer.
Vem me assombrar continuamente
Dizendo: ‘Te odeio profundamente’.

Eu olho você me olhar ás vezes
E espero que você venha me falar.
Mas nunca acontece! Nunca você vem.
Eu não posso te procurar, eu até quero
Mas não posso! Tenho medo de ouvir
Você me dizer que não quer e me mandar partir.

Ai, meu amigo mais importante.
Eu peço para o senhor traze-la de volta.
Mas a cada dia que passa tudo piora
E minhas esperanças diminuem lentamente
Num determinado momento eu ficarei descrente.

Não quero fechar meu coração
Mas talvez essa seja a única solução
De tentar melhorar
De parar de chorar
Mas eu não consigo ter esse pensamento
O amor é maior até nesse momento.
A raiva é minúscula perante o meu afeto.

Nada é diferente, nada é igual.
Já não sou o mesmo homem.
A cidade parece menor,
O sol perdeu seu brilho
E está sumindo da minha vista.
Os olhos estão fechando,
A escuridão está me atrapalhando.
Só que é assim que eu quero viver.
Na escuridão serei confortável até morrer.

Eu que caí de um lugar tão alto
Ainda não consegui me levantar
E mesmo que seu silêncio me empurre para o chão,
Eu ainda afirmo que sempre terei essa velha paixão.

No meu cansaço perdido
Eu chorei pedindo socorro.
No meu frágil coração partido
Eu clamei por você, mas tudo se perdeu.
Pois você não apareceu.

Igor Gonçalves

3 comentários:

  1. Simplesmente: Perfeito!

    Muito sincero vc, e direto...

    Bjs!

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  2. é triste isso, mas gostei da emoção que empregou nas palavras, nos versos, muito bom.

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Viver é muito mais do que encontrar conceitos, belas frases. E nesse pequeno discurso cheio de erros de concordância e rimas toscas, tento dizer que o essencial não é visível aos seus olhos