domingo, 11 de novembro de 2012

Ilha de Seychelles

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Quero desculpar meus medos
Minha respiração desenfreada
Toda vergonha passada a ferro quente
Todos os momentos em que deixei de ser gente.

Nunca mais eu digo
Repito, faço ditado e não aprendo nada!
As rosas murcharam sem água para sobreviver
Exagerei nas doses conta gotas que meu interior provocou.

De certa forma, tudo isso me tocou.
Sensibilizei demais
Amei demais
Lidei de menos, passei no farol vermelho e colidi.

A explosão foi forte e eu nem senti
Vem me visitar e juntar meus cacos e acasos
Suspirar minha atenção, beber minha saudade...
Tocar em meu corpo e dizer que me ama de verdade.

Me perdoa por favor
Cura esse meu marasmo com seu amor
Desperdiça todo meu sentimento em jarras de cristal
O que é sincero jamais se dissipa assim de forma anormal.

E em todas as despedidas
Eu nunca consegui dizer adeus
A sua mão quis fazer sinal de partida
O meu coração suplicava por dizer: eu sou seu!

Ai, quantas saudades de você!
A velocidade não apaga
A palavra não abala
Eu quero não querer e luto para esquecer.

Meu amor é a mais linda de todas as mulheres
Jurei a ela que em nossa lua de mel
Passaríamos semanas na ilha de Seychelles
Só que no meio dos sonhos, tudo se rasgou como papel.

Eu escrevo tudo de novo, não tem problema.

Igor Gonçalves





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Viver é muito mais do que encontrar conceitos, belas frases. E nesse pequeno discurso cheio de erros de concordância e rimas toscas, tento dizer que o essencial não é visível aos seus olhos