quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Terras Desabitadas

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Embora a tempestade tenha passado,
Continuo a andar por terras desabitadas.
Olho para o céu e enxergo perfeitamente
O brilho extremo que alavancara minha vida a índices de calmaria quase épicos.

Está lá ainda
Posso ouvir de longe o som da música que me acalma
Está um pouco longe,
Talvez como a distância em que o Sol está de nós, não sei descrever.
É algo que de tão grande é possível enxergar a longas distâncias
E é isso que me deixa estável.

Morro de medo só de pensar
E se em minha terra desabitada
Voltar a grandes quantidades de água desabar?
E se o brilho extremo em meu céu começar a sucumbir,
Talvez explodir e em algum momento vir a me cegar
Com sua luz forte
Que aumentará como uma estrela,
A fim de se despedaçar...

Não, isso não vai acontecer.
Um céu como esse, não pode desaparecer...
Mas meu único receio
É que este céu venha a um dia escurecer
E seu meu brilho extremo e pessoal vir a abandonar-me
Só Deus saberá o que farei sem sua existência.

Igor Gonçalves

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Viver é muito mais do que encontrar conceitos, belas frases. E nesse pequeno discurso cheio de erros de concordância e rimas toscas, tento dizer que o essencial não é visível aos seus olhos